Relatório anual da Cassi 2018 é aprovado

O Relatório Anual da Cassi de 2018 foi aprovado pelos associados da CASSI em votação que aconteceu de 12 a 18/04.

Do total de votantes, 34.165 votaram SIM e 17.602 votaram pela rejeição. Houve ainda 8.317 que votaram em branco e 10.452 que votaram nulo.
A apreciação das contas da Cassi pelo Corpo Social é uma conquista histórica dos associados e a Contraf-CUT orientou bancários e sindicatos a votaram pela aprovação.
Para Wagner Nascimento, que coordena a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, a aprovação do Relatório Anual pelos associados demonstra que há um entendimento do momento que a Cassi atravessa, que está relatado fielmente nas contas apresentadas. “A situação financeira é crítica, mas conseguimos negociar uma proposta para dar uma injeção de recursos da parte do BB e dos associados de forma a recuperar as Finanças da Cassi. Agora, é debater a proposta de sustentabilidade e garantir a perenidade de Cassi para os associados da ativa e aposentados”, disse.

Fonte: Contraf-CUT

Votação do relatório anual da Cassi termina nesta quinta-feira (18)

A maioria dos associados ainda não votou, mas ainda é possível exercer este direito até o final deste dia 18

O Relatório Anual da Cassi de 2018 foi aprovado por unanimidade pelos diretores e conselheiros deliberativos da entidade, com parecer favorável unânime do Conselho Fiscal.

A Contraf-CUT, sindicatos e entidades associativas defendem a aprovação do relatório, por entenderem que espelham a realidade das contas da Cassi. A íntegra do relatório está disponível no site da Cassi.

Para João Fukunaga, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, “chama a atenção o fato de conselheiros e diretores eleitos não terem se manifestado publicamente sobre o relatório, apesar de já o terem aprovado formalmente nos órgãos colegiados estatutários. O silêncio dos responsáveis pela gestão da Cassi é incompreensível, sobretudo em face das dificuldades vividas pelo plano de saúde.”

A Cassi fechou o ano com déficit de R$ 351 milhões no Plano Associados, que poderia ter sido maior se o banco não tivesse aportado R$ 323 milhões a título de antecipação das contribuições patronais sobre o 13º salário de quatro exercícios futuros. Com a participação dos diretores eleitos, as entidades sindicais e associativas negociaram com o banco um acordo para equilibrar a situação financeira, a ser levado à deliberação dos associados depois da votação do relatório anual.

“É preciso concluir a votação do relatório para poder deliberar sobre as alterações estatutárias. O silêncio, neste momento, reforça a intenção daqueles que apostam no caos para colocar em risco a sobrevivência do plano de saúde dos funcionários do BB. Há setores da direção do banco e do governo que desejam destruir a Cassi e eliminar a participação dos associados na gestão, pois seu objetivo final é entregar a saúde dos funcionários aos planos privados”, comenta Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, que coordenou a mesa de negociação da Cassi.

Fonte: Contraf-CUT

Governo quer começar privatizações pela Caixa

A privatização da Caixa já começou. O alerta que o movimento sindical faz há meses ficou claro nos primeiros 100 dias do da gestão do presidente Jair Bolsonaro. Após capitanear a primeira operação de privatização com a venda das ações do ressegurador IRB Brasil Re detidas por um fundo governamental, a Caixa já engatilhou a segunda operação. Desta vez, o alvo é a participação na Petrobrás, a partir dos papéis detidos pelo FI-FGTS. A ideia é esvaziar os fundos governamentais, um por um, para enfraquecer o banco. Na semana passada, a instituição contratou quatro instituições, além da própria Caixa, para coordenar a operação.

“Não podemos aceitar o que estão fazendo com a Caixa. Eles querem reduzir essa instituição pública que o banco mais sólido do nosso país. A Caixa tem que se manter 100% pública e buscar sempre o crescimento para construir o desenvolvimento do Brasil”, afirmou Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa.

Outros ativos estão com os dias contados segundo a direção do banco, como a área de seguros, loterias, operação de cartões, imóveis e agências.

O leilão da raspadinha, previsto para ocorrer em 26 de março, foi remarcado para 26 de abril. É a quarta vez que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) adia o certame. Os sindicatos e empregados do país todos devem fazer reuniões e atividades com a população falando da importância da Caixa. “Só a luta pode defender as empresas públicas a Caixa, o BNDES, o BB e os direitos que esse governo tenta arrancar e entregar aos banqueiros”, finalizou Dionísio.

Fonte: Contraf-CUT

 

Agentes do mercado vão controlar Banco do Brasil

 

Conselho de administração será formado por nomes ligados a concorrentes do banco; novo estatuto ainda prevê fechamento de capital, alienação do controle acionário e saída do Novo Mercado, segmento que determina regras societárias e amplia direitos dos acionistas

O Banco do Brasil (BB) convocou assembleia geral ordinária e extraordinária para 26 de abril. Entre outros pontos, será votada a composição do conselho de administração. Foram indicados seis novos representantes do mercado financeiro para o conselho, o que reforça o direcionamento privatista e neoliberal que o banco público está adotando no governo Bolsonaro.

Além disso, os indicados são ligados a outras instituições financeiras privadas e fintechs, o que gera conflito de interesses e pode prejudicar a instituição pública.

Guilherme Horn (Accenture), Luiz Fernando Figueiredo (Mauá Capital), Luiz Serafim Spinola Santos (UBS Capital e Bank of Boston), Marcelo Serfaty (G5 Partners, Pactual, Fiducia Asset), Ricardo Reisen de Pinho (Oi e Petrobras) e Waldery Rodrigues Junior (Secretário da Fazenda) são os indicados.

“O Guilherme Horn é totalmente conflitado. Ele é conselheiro de outras fintechs que concorrem diretamente com o Banco do brasil. É um conflito grave. Onde está a Comissão de Valores Mobiliários que não vê essas coisas?”, questiona João Fukunaga, secretário de Assuntos jurídicos do Sindicato dos Bancários de Osasco e Região e funcionário do Banco do Brasil.

Walderly já indicou que a intenção do governo é abrir mais espaço para a atuação de instituições financeiras privadas e para o mercado de capitais. “Queremos fazer com o BB o que estamos fazendo com o BNDES (…)”, disse.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, autorizou Waldery a redigir ofício exigindo R$ 100 bilhões do BNDES até o fim do ano, segundo o Estado de S. Paulo. Também defendeu a venda de ativos do Estado.

Hoje, o Banco do Brasil responde por 60% do crédito agrícola. É responsável por financiar a agricultura familiar por meio do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que representa 70% da produção de alimento consumido pelos brasileiros, a juros módicos, que variam entre 2,5% e 5,5% ao ano. Sem o Pronaf, os agricultores teriam de pagar até 70% a mais de juros nos bancos privados.

Fechamento de capital

O novo estatuto que será votado também prevê alienação do controle acionário do banco; e fechamento de capital.

“Definitivamente estão entregando o Banco do Brasil para a iniciativa privada e para pessoas acostumadas a gerir fundos de investimento que dão resultado no curto ou curtíssimo prazo, e não para pessoas que pensam essas instituições de forma estratégica para o Brasil. Para a função social dos bancos públicos essa visão é mortal”, afirma Fukunaga.

Saída do Novo Mercado

Será incluída também seção específica para tratar de eventual saída do Novo Mercado, segmento destinado à negociação de ações de empresas que adotam, voluntariamente, práticas de governança corporativa adicionais às que são exigidas pela legislação brasileira. A listagem nesse segmento especial implica a adoção de um conjunto de regras societárias que ampliam os direitos dos acionistas, além da divulgação de políticas e existência de estruturas de fiscalização e controle.

“Novo Mercado é o que há de melhor nos termos de governança e transparência. Por que a gestão do Banco do Brasil apresenta uma proposta de mudanças no estatuto para sair do Novo Mercado? Isso é outro problema. As empresas se esforçam para fazer parte do Novo Mercado e o Banco do Brasil quer sair? É ir na contramão do que todo mundo está fazendo, o que é um sinal muito negativo”, avalia Fukunaga.

Empréstimos para diretores e membros do CA

Além dessas mudanças, o novo estatuto prevê que membros do conselho de administração e da diretoria executiva poderão tomar dinheiro emprestado do Banco do Brasil.

“O cara que é ligado a Accenture, G5, Mauá, vai poder tomar empréstimo do Banco do Brasil? Eles vão poder assaltar o Banco do Brasil internamente? Os membros da diretoria executiva e do conselho de administração eram proibidos de tomar empréstimo do banco. Então por que agora será liberado? Os trabalhadores devem estar atentos a todos esses movimentos que atacam frontalmente o caráter público e social do Banco do Brasil”, afirma Fukunaga.

Fonte: Contraf-CUT

Fetrafi divulga programação do Congresso Estadual

O Congresso Estadual da Fetrafi-RS acontece neste fim de semana, dias 13 e 14 de abril, na sede da entidade, em Porto Alegre. No primeiro dia será feita uma análise de conjuntura política do Brasil, discussão sobre o estatuto da Fetrafi e debastes sobre a reforma da Previdência e a defesa dos bancos públicos. O segundo dia ficou reservado à apresentação, debate e votação de propostas de resoluções e moções e, também, às eleições do Colegiado Executivo, Conselho Fiscal, dos representantes sindicais e dos respectivos Suplentes para o próximo período. 

Veja a programação completa:

13 de abril de 2019 – sábado

9h – Exposição e debate sobre Análise de Conjuntura, com Miguel Rosseto, sociólogo, ex-Ministro do Trabalho e Previdência Social

11h – Abertura do 13º Congresso e composição da Mesa Diretora

11h30 – Leitura e deliberação do Regimento Interno

12h – Discussão e deliberação sobre alteração no Estatuto da Fetrafi/RS

14h – Exposição sobre Sistema Geral da Previdência e Reforma da Previdência, com Carlos Eduardo Gabas, Assessor da Secretaria Geral da Contraf/CUT, ex-Ministro da Previdência Social

16h – Exposição sobre Defesa dos Bancos Públicos, com Sérgio Takemoto, Vice-Presidente da Fenae e Maria Rita Serrano, Representante Eleita dos Empregados no Conselho de Administração da Caixa e Coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas

18h30 – Encerramento dos trabalhos do dia 13/04

14 de abril de 2019 – domingo

9h – Saudação da Presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira Leite

9h30 – Início dos trabalhos

– Composição da Mesa Diretora

– Apresentação, debate e votação de Propostas de Resoluções e Moções

– Discussão sobre os critérios de participação, papel, compromissos e diretrizes da Direção da Fetrafi/RS;

– Eleição do Colegiado Executivo, do Conselho Fiscal, dos representantes sindicais e dos respectivos Suplentes para o próximo período

– Deliberação sobre a data da posse dos eleitos

Eleitos delegados sindicais do Banrisul para o período 2019-2020

Foram eleitos os delegados que devem representar os banrisulenses de Caxias do Sul e região para o período de 1º de abril de 2019 à 31 de março de 2020.

Estão eleitos Clarissa Gatelli, da Agência Capuchinhos; Gilmara NBarboza Candeia, da Agência Centro (Sinimbú), Maria T. Kehl Scola, da Agência Centro (Marquês do Herval); e MaristelaAvila Dias, da Agência UCS.

As eleições para delegados sindicais do Banrisul foram realizadas entre os dias 25 e 29 de março. O pleito teve 204 votos válidos, três votos nulos e cinco em branco.