Anúncio de reestruturação na Caixa causa medo e insegurança em empregados

A direção da Caixa Econômica Federal pretendente anunciar uma nova reestruturação do banco na próxima segunda-feira (3). Desta vez, todos os bancários sem função da Matriz e filiais, vinculados a algumas vice-presidências, o que corresponde a um pouco mais de 800 trabalhadores, serão transferidos para agências. A medida tomada, unilateralmente, sem debate não resolve a carência de pessoal existente nas agências e pode, junto com o Plano de Demissão Voluntária (PDV), criar uma sobrecarga maior nas áreas meio.

Dezenas de empregados da Caixa entraram em contato com sindicatos e federação para relatar o clima de insegurança nas unidades do banco. “Essa situação está causando pavor entre os trabalhadores da matriz e filiais. Isso é um desrespeito com os empregados da Caixa que estão sem saber para onde serão transferidos e com seus nomes já constando em listas. Isso é mais uma pressão para obrigar as pessoas a saírem no PDV? Não se faz uma política de recursos humanos dessa forma”, ressalta o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Jair Ferreira.

O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e diretor da Contraf-CUT, Dionísio Reis, alerta que não houve qualquer debate. “Cobramos respeito aos trabalhadores e às suas vidas. Não podemos admitir que medidas dessa natureza sejam tomadas sem amplo debate com os empregados”.

Segundo o dirigente, a falta de pessoal não afeta apenas a rede, mas também áreas meio da Caixa. “O que nós defendemos e cobramos da empresa é a contratação de mais empregados para suprir a falta de pessoal”, acrescenta Dionísio.

Caixa perdeu 17 mil postos de trabalho

Em 2014, a Caixa chegou a ter 101 mil empregados e a demanda das entidades assinada em acordo era contratar mais dois mil trabalhadores, elevando o quadro de pessoal para 103 mil. “Nos últimos três anos o banco perdeu quase 17 mil postos de trabalho. Isso vem afetando as condições de trabalho, provocando adoecimento dos trabalhadores e comprometendo a qualidade do atendimento à população”, enfatiza o presidente da Fenae.

Para o dirigente da Contraf-CUT o processo de reestruturação não pode servir para discriminar ou perseguir trabalhadores. Pelo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) em vigor, delegados e membros de Cipas também não podem ser realocados. A direção do banco também não poderá remover empregados que estejam com problemas de saúde ou de licença para tratamento.

“As entidades sindicais e associativas estão acompanhando esse processo não admitiremos falta de bom censo com remoções de município e qualquer tipo de assédio de trabalhadores para aderirem ao PDV deve ser denunciado”, finalizou Dionísio Reis.

Fonte: Contraf-CUT

Sindicato convoca bancários para Assembleia Geral Extraordinária dia 6 de junho

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários em Caxias do Sul e Região convoca todos os bancários, empregados em empresas do ramo financeiro, dos municípios de sua base de atuação para Assembleia Extraordinária que será realizada dia 06 de junho de 2019, quinta-feira, em primeira convocação às 17h30min e em segunda convocação às 18h, no Auditório do Sindicato, localizado a Rua Borges de Medeiros, 676, Centro, Caxias do Sul, para discussão e aprovação da participação da entidade na Greve Geral contra a Reforma da Previdência, no dia 14 de junho.

O edital de convocação foi publicado no dia 31 de maio, no Jornal Correio do Povo, em conjunto com os demais sindicatos de bancários de outras regiões do RS, pela Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do RS.

Reforma da Previdência “violenta o bem comum”, diz representante da CNBB

Dom Roberto Paz, bispo de Campos (RJ), da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora da CNBB, Sandra Quintela (Jubileu Sul) e a deputada Talíria Petrone (PSol-RJ) | Foto: Patrícia Antunes

Na mesa de abertura dos trabalhos do seminário “Desmonte da Previdência Social no Brasil: a quem interessa?”, realizado pela Rede Jubileu Sul, o representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), bispo de Campos (RJ), Dom Roberto Francisco Ferreira Paz, disse que a proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro, em discussão na Câmara, “violenta o bem comum”, pois atende apenas as demandas do “capital financeiro”. Dom Roberto Paz é membro da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora, da CNBB.

O seminário acontece em Brasília. Começou nesta segunda e vai até quarta-feira (29), no Centro Cultural Missionário. O objetivo do seminário sobre essa pauta política, econômica e social é fornecer “informações suficientes para atuar na contra argumentação da proposta da ‘Nova Previdência’ defendida pelo governo Bolsonaro”. O evento tem o propósito de tornar os participantes em “multiplicadores na mobilização da sociedade para o necessário enfrentamento à contrarreforma da Previdência Social, via PEC 6/19”, explica o convite para participação no seminário.

Veja o acervo do DIAP sobre a reforma da Previdência

A reforma em debate na Câmara dos Deputados “visa atender o sistema de capitalização” em detrimento do atual regime de repartição simples. “Na capitalização individual, cada trabalhador contribui mensalmente para sua aposentadoria numa conta separada dos outros trabalhadores, como se fosse uma poupança. É diferente do sistema atual — de repartição — em que todos contribuem para um fundo que mantém as aposentadorias e demais benefícios previdenciários e assistenciais”, explica a professora Silvia Barbara, do Sinpro-SP, especialista em Previdência. Leia mais

A proposta “não faz justiça social” e, portanto, “não é cristã”, disse Dom Roberto Paz. Ele acrescentou ainda que a reforma tal como está formatada só “repercute entre os mais pobres”, “os trabalhadores rurais”. Estes serão os “descartados pela Seguridade Social”, pontuou.

“É preciso debater esse tema com otimismo, a fim de entusiasmar as pessoas. Não podemos ser pessimistas, pois isto não empolga, nem tampouco mobiliza”, disse o representante da CNBB, em suas considerações finais.

Também foi expositora na 1ª mesa do seminário, a deputada federal Talíria Petrone (PSol-RJ). “A quem interessa o ataque a educação pública? A quem interessa o desmonte da Previdência Social? A liberação das armas? A PEC do fim do mundo? A colonialidade permanece viva, são os mesmo de sempre, os mesmos sobrenomes, os conservadores”, disse a deputada em sua fala de encerramento.

Depois da 1ª mesa de exposição do seminário, o evento continuou nesta segunda, com o tema “O mito do déficit da Previdência Social brasileira, argumentos que não se sustentam. Que alternativas?

Com a participação do presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), Floriano Martins; e da coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli.

Fonte: Diap

MPT aciona judicialmente maiores bancos do país por violação a direitos humanos

O Ministério Público do Trabalho (MPT) de São Paulo entrou na Justiça do Trabalho contra os sete maiores bancos do país: Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander por negligenciarem o risco socioambiental na concessão de crédito a negócios relacionados à exploração do trabalho escravo e outras sérias violações a direitos humanos.

O MPT comprovou a existência de uma distância enorme entre aquilo que os bancos afirmam realizar publicamente em suas políticas e relatórios e aquilo que eles efetivamente fazem, inclusive com a revelação de casos em que as instituições concederam crédito, repetidas vezes, a pessoas que, sabida e comprovadamente, possuíam envolvimento com trabalho escravo, pois figuravam no Cadastro de Empregadores da União, a chamada “lista suja”.

Segundo o procurador do MPT de Campinas, Rafael de Araújo Gomes, um dos autores do levantamento que levou à ação na Justiça do Trabalho, os bancos colocam no papel práticas que não observam no dia a dia.

“Não apenas a norma legal aplicável é descumprida pelos bancos, como eles enunciam declarações inverídicas em seus relatórios de sustentabilidade, de modo a apresentar a seus clientes, parceiros comerciais, empregados, poder público e à sociedade, uma ilusão de engajamento em ações de responsabilidade socioambiental”, afirma.

Entre as práticas encontradas no curso da investigação do MPT também estão ausência de adoção de qualquer providência em casos de ocorrência de graves violações aos direitos humanos, detectados pelos próprios bancos, e a divulgação nos relatórios anuais de supostas ações de responsabilidade que, na realidade, jamais foram realizadas.

O Ministério Público do Trabalho também encontrou casos de não inserção de cláusulas de responsabilidade socioambiental nos contratos e ausência de capacitação mínima dos funcionários para identificar os riscos e ausência de análise do risco socioambiental.

Para a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ivone Silva, a ação do MPT comprova que os bancos não estão ligando para a sociedade nem para o meio ambiente. “Eles cobram altos juros, não dão o crédito que deveriam dar, exceto os bancos públicos, e não têm práticas socioambientais corretas. Pregam uma coisa e fazem outra”, diz Ivone. Segundo ela, os bancos poderiam ter projetos de financiamento de práticas ambientais corretas como dar crédito para a agricultura familiar, moradia popular e microcrédito, mas eles não fazem isso.

Decisão do MPT se baseia em normas do Conselho Monetário Nacional e Febraban

Foi a partir de uma ação decorrente de uma quebra de sigilo deferida por ação judicial, que o MPT percebeu diversas situações semelhantes repetidas. Além disso, os bancos não demonstraram ao Ministério Público que antes de concederem empréstimos verificavam a situação dessas empresas. A realidade é que não havia cuidado nenhum.

“Nossa primeira ideia era verificar a responsabilidade socioambiental. O MPT tinha interesse em verificar de que forma os bancos iriam incluir os aspectos sociais e foi quando verificamos que os problemas iam além da investigação inicial”, explica o procurador Rafael de Araújo Gomes.

Segundo ele, a ação do MPT junto a Justiça do Trabalho se baseia na obrigação dos bancos em analisar a situação das empresas violadoras dos direitos humanos, a partir de uma norma de 2014, do Conselho Monetário Nacional (CMN), que prevê a confecção por cada banco de um documento de Política de Responsabilidade Socioambiental.

As Políticas de Responsabilidade Socioambiental são exigidas pela Resolução n. 4.327/2014, do CMN, e possuem relação com pactos e tratados internacionais, com as Diretrizes para Empresas Multinacionais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Além da resolução do CMN, a Federação de Bancos (Febraban), da qual os sete bancos são membros, lançou em 2014 um ato de auto-regulamentação, o contendo até mais regras do que as da CNM.

O Normativo da Febraban determina, entre outras coisas, que os contratos firmados pelos bancos devem conter, no mínimo, cláusulas que estabeleçam a obrigação de o tomador observar a legislação trabalhista, especialmente as normas relativas à saúde e segurança ocupacional e a inexistência de trabalho análogo ao escravo ou infantil.

As investigações revelaram que nem mesmo essa norma da Febraban, à qual aderiram os bancos espontaneamente, é por eles aplicada.

Rafael de Araújo conta que a sociedade não consegue enxergar a realidade porque os bancos alegam sigilo bancário mesmo havendo setores de responsabilidade social nessas instituições. “Esses setores não são empoderados e não fazem ações efetivas”, diz o procurador do MPT, que agora quer que os bancos sejam obrigados a reelaborarem suas políticas e capacite seus funcionários para identificarem os riscos relacionados a violações de direitos humanos de natureza trabalhista, como trabalho escravo, tráfico de pessoas, trabalho infantil, acidentes fatais e adoecimento ocupacional em grande escala, o descumprimento de normas de saúde e segurança, e discriminação e assédios moral e sexual.

Bancos queriam nova proposta socioambiental pior do que a anterior

As ações foram propostas após negociações de um ano entre o MPT, os sete bancos e a Febraban. No final, os bancos apresentaram uma proposta prevendo realizar muito menos que aquilo que eles afirmam já realizar em suas políticas e relatórios.

Na proposta, os bancos chegaram a defender a possibilidade de concessão de crédito mesmo a casos comprovados, com condenação judicial, de trabalho escravo, em contradição à Resolução do Conselho Monetário Nacional. Diante disso, o Ministério Público entendeu que a ação junto à Justiça Trabalhista era necessária.

O procurador Rafael Araújo explica que agora, somente a Justiça do Trabalho, onde a ação foi impetrada, é que decidirá se os bancos serão punidos, quais os prazos para se adequarem e o valor de uma multa, caso continuem violando as normas da CNM e da Febraban.

 

Fonte: CUT

Em meio à crise, quatro grandes bancos lucram R$ 20,85 bilhões

Em meio à recessão econômica que se instaurou no país nos últimos cinco meses, com aumento do desemprego, crescimento da desigualdade social, retração na projeção do PIB e sequências de alta nos preços do dólar e do combustível, os bancos permanecem lucrando. Só no primeiro trimestre de 2019, os lucros dos quatro grandes bancos do país (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander), juntos, somaram R$ 20,85 bilhões, um crescimento médio de 19,8% em doze meses. A rentabilidade varia entre 16,8% (do Banco do Brasil) e 23,6% (Itaú). Portanto, seguem elevados a lucratividade e o retorno desses bancos, apesar do difícil cenário econômico pelo qual o país passa.

Os quatro ativos somados totalizaram R$ 5,3 trilhões, com alta média de 7,8% em relação a março de 2018. A carteira de crédito total dos quatro bancos juntos atingiu R$ 2,3 trilhão, com alta de 6,9% no período. No segmento de Pessoa Física, os itens com as maiores altas são empréstimos consignados/ crédito pessoal, o financiamento imobiliário e cartão de crédito.

Para Pessoa Jurídica, as carteiras de comércio exterior e veículos foram as que apresentaram variações mais expressivas. Com o crescimento das carteiras de crédito dos bancos, as despesas com devedores duvidosos (PDD) também cresceram (exceto no Santander e no BB). Contudo, no Bradesco, essas despesas tiveram alta em maior proporção do que o crescimento da respectiva carteira (36,7%).

Os bancos seguem ganhando com a prestação de serviços e a cobrança de tarifas e, apenas no 1º trimestre de 2019, os quatro bancos já arrecadaram, aproximadamente, R$ 27,2 bilhões nesse item. Essa receita secundária cobre com folga as despesas de pessoal dessas instituições, incluindo-se, o pagamento da PLR. A cobertura das despesas de pessoal pela receita de prestação de serviços e tarifas variou entre 118,0% (no BB) e 195% (no Santander).

Outra conta que vem chamando a atenção é a de resultado com imposto de renda (IR) e contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL). No 1º trimestre de 2019, Bradesco, Santander, Itaú e Banco do Brasil, gastaram R$ 2,0 bilhões a menos em tributação do que no mesmo período de 2018. Parte dessa economia se deve a entrada de créditos tributários referentes a prejuízos em algumas operações, registrados no ano anterior e, outra parte, deve-se à redução da alíquota a partir de janeiro de 2019.

Com relação aos postos de trabalho nos bancos o saldo foi positivo Itaú (361 novos postos abertos em doze meses), porém, no trimestre houve fechamento de 597 postos. No Santander, o saldo foi negativo em 623 postos. O Bradesco apresentou saldo positivo em relação a março de 2018, em função de contratações para a área de negócios do banco. Foram abertos, 1.563 novos postos de trabalho. Já, no Banco do Brasil o saldo foi negativo em 1.414 postos.

Quanto à rede de agências, Santander apresentou saldo positivo, de 28 novas agências abertas. No Itaú, por sua vez, foram fechadas 60 agências físicas e abertas 35 agências digitais, as quais já somam 195 unidades. No Bradesco, o saldo foi negativo em 114 unidades. E, por fim, o Banco do Brasil fechou 31 agências no período.

As apostas e os investimentos dos bancos seguem no sentido da priorização pelo atendimento digital. Agências digitais, agências-café (com outros espaços e serviços no mesmo ambiente do atendimento bancário – o que nos traz grandes preocupações quanto a segurança desses ambientes; além da condição de trabalho/saúde desses bancários), aplicativos para smartphones, inteligência artificial, entre outros.

Fonte: Contraf-CUT

Comissão revoga dispositivo da Reforma Trabalhista para garantir Justiça gratuita ao trabalhador

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou, nesta quinta-feira (23), o projeto de lei (PLS 267/17), do senador Paulo Paim (PT-RS), que garante o acesso dos trabalhadores à gratuidade judiciária. Segundo ele, tal direito foi prejudicado pela reforma trabalhista de 2017

O projeto retoma a redação original do artigo 844 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que trata do assunto. A reforma acrescentou parágrafos ao artigo determinando que o reclamante, mesmo sendo beneficiário de gratuidade judiciária, seja condenado ao pagamento de custas judiciais em caso de não comparecimento à audiência. Além disso, determina o recolhimento das custas para propositura de nova ação.

De acordo com Paim, tais regras coíbem os direitos dos trabalhadores e vão na contramão do Novo Código de Processo Civil.

“Ao mesmo tempo, estranhamente, o citado dispositivo admite que o empregador fique isento das custas e do depósito recursal (garantia da futura execução), quando ele for beneficiário da gratuidade de justiça. Por isso, as alterações inseridas pela reforma não estimulam o comparecimento da empresa reclamada à audiência, fator esse que, certamente, influenciará negativamente na solução do conflito pelo instrumento da conciliação”, opinou no texto do projeto.

O relator da matéria, senador Telmário Mota (Pros-RR) emitiu relatório favorável ao defender o direito ao acesso à Justiça a todo trabalhador.

“O projeto é preciso ao atacar uma das mais lamentáveis e nefastas consequências da reforma trabalhista do governo Temer: a cobrança de custas dos trabalhadores envoltos em audiência de julgamento. Em boa hora, o projeto em tela retoma o alcance da redação original do art. 844 da CLT, dando a devida proteção e assistência ao trabalhador, que, afinal, é a parte hipossuficiente da relação”, defendeu no parecer.

Emenda de redação
Telmário sugeriu apenas 1 emenda de redação. O texto aprovado segue para análise nas comissões de Assuntos Econômicos (CAE); de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ); e de Assuntos Sociais (CAS), sendo nesta última em caráter terminativo.

Fonte: Diap

Fetrafi questiona aumento de salário para diretoria do Banrisul

Na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul desta terça-feira, dia 7 de maio, a votação para aprovar a contratação de Cláudio Coutinho para a presidência do Banrisul e de outros cinco nomes para compor a diretoria do Banco foi adiada. O motivo foi a falta de quórum, mas durante os encaminhamentos, o deputado Sebastião Melo (MDB) questionou o salário que será oferecido ao staff. Salário esse que vai pular de cerca de R4 45 mil para R$ 90 mil segundo nota divulgada na mídia.

Dias antes da sessão, a Fetrafi-RS fez o mesmo questionamento em carta para o governador Eduardo Leite e para o secretário da Fazenda Marco Aurélio Cardoso protocolada pela Casa Civil no dia 15 de abril. Na carta, a Federação solicita esclarecimentos a respeito do que foi publicado na imprensa, uma vez que o percentual de aumento salarial neste caso chegaria a 100%, enquanto que os trabalhadores e trabalhadoras do Banrisul receberam em setembro míseros 5% de reajuste.

Além disso, um reajuste desta magnitude, como diz a carta, “destoa completamente da situação vivida pelos servidores do Estado”, pois para trabalhadores e trabalhadoras de outras áreas fundamentais, como segurança e educação, o salário não vem sendo sequer pago em dia.

A Fetrafi, até hoje, dia 8 de maio, não recebeu resposta do Governo do Estado.

Leia a carta na íntegra neste link.

 

Fonte: fetrafi-RS

Caixa Econômica Federal abre PDV esta semana para 3,5 mil empregados

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou nesta sexta-feira a funcionários do banco um programa de demissão voluntária (PDV) com objetivo de reduzir 3,5 mil postos, informou o banco.

Segundo a instituição estatal, o público alvo principal do programa são 28 mil funcionários que trabalham na matriz e em escritórios regionais da Caixa. O prazo para adesão ao PDV começa na segunda-feira (20) e vai até o começo de junho.

“Simultaneamente, o banco vai chamar aprovados em concurso em 2014”, afirmou a assessoria de imprensa do banco. Ainda não há uma estimativa de quantos serão contratados, mas a expectativa é de que até 25% desse público seja composto por pessoas portadoras de deficiência física.

O banco afirmou ainda que não há neste momento planos para fechamento de agências. A Caixa tem mais de 4,4 mil pontos físicos de atendimento no Brasil.

A instituição não informou de imediato qual a estimativa de economia a ser obtida com o PDV. A Caixa tinha 85 mil funcionários no final de 2018, o dado público mais recente.

 

Fonte: Terra

Bolsonaro quer revogar normas de segurança e saúde no trabalho

Mais de quatro milhões de acidentes foram registrados no Brasil, de 2012 até 2018

 

A cada 49 segundos, um acidente de trabalho é registrado no Brasil, de acordo com dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho. Mesmo assim, o Governo Federal anunciou, na segunda-feira (13), a redução de 90% nas Normas Regulamentadoras (NRs) de Segurança e Saúde no Trabalho. O presidente, Jair Bolsonaro, quer entregar o pacote de revisão até junho para reduzir os custos gastos pelas empresas.

De acordo com o site da Secretaria de Inspeção do Trabalho, as NRs são disposições complementares ao capítulo V da CLT e consistem em obrigações, direitos e deveres a serem cumpridos por empregadores e trabalhadores com o objetivo de garantir trabalho seguro e sadio, além de prevenir a ocorrência de doenças e acidentes de trabalho.

Para Mauro Salles, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, a tentativa de revisar as normas de saúde e segurança é mais uma medida que extrapola os limites do bom senso. “Agora o governo busca liberar geral a violência organizacional que já mata, invalida e adoece multidões. Se de fato passar essa loucura, vai organizar uma verdadeira milícia dentro das empresas para levar à exploração sem limites e não permitir nenhum tipo de fiscalização da sociedade, expondo os trabalhadores a riscos de adoecimento, acidentes e mortes evitáveis.

Os dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho mostram que, de 2012 até 2018, 4.503.631 acidentes foram registrados no país. Já o número de mortes, ocasionadas por acidentes de trabalho, é 16.455, no mesmo período.

Os acidentes de trabalho ocorridos de 2012 até 2018 fizeram com que 351.796.758 dias de trabalho fossem perdidos. Além disso, a Previdência gastou R$79.000.041.558 com benefícios acidentários.

Mauro Salles afirma que as NRs são de extrema importância para garantir condições sadias e seguras de trabalho e que a atitude do governo é uma banalização do mal. “Parece que o governo Bolsonaro não conhece limites para agradar os patrões das grandes corporações. Definitivamente, implementa uma verdadeira caça aos trabalhadores e à população pobre. O estímulo à violência é uma tônica de seu governo. Prega uma sociedade de bang bang onde o povo pobre e trabalhador é seu alvo. Estamos resistindo, acreditando no ser humano. Sendo radicais, agarrando as coisas pela raiz, e a raiz para o homem é o próprio homem”, disse.

Fonte: Contraf-CUT

Lucro do Banrisul cresce 31% e chega a R$ 320 mi

O Banrisul lucrou R$ 320,0 milhões no 1º trimestre de 2019, alta de 31,1% em relação ao mesmo período de 2018 e de 6,6% no trimestre. Assim, o retorno sobre o Patrimônio Líquido do banco (ROE) foi de 18,7%, com aumento de 4,3 p.p. em doze meses. Segundo o relatório, o resultado reflete a estabilidade da margem financeira, a diminuição de despesas de provisão para créditos de liquidação duvidosa e despesas administrativas, o aumento das receitas de tarifas e serviços, além da queda nos tributos sobre o lucro, com a redução de alíquota em janeiro de 2019.

Em dezembro de 2018, o banco lançou o Plano de Desligamento por Aposentadoria Voluntária (PDAV), para empregados já aposentados ou aptos a se aposentar, com período de adesão de 04/12/2018 a 19/12/2018 e para desligamento entre 07/01/2019 e 15/03/2019. De acordo com o relatório, 600 empregados aderiram ao Plano, com custos provisionados em 2018, de R$ 86,5 milhões. Em razão disso, ao final de março de 2019, a Instituição contava com um quadro de 10.182 empregados, com fechamento de 550 postos em relação a março de 2018. A rede de agências permaneceu estável, mas, o total de postos de atendimento, bancários e eletrônicos, foi reduzido em 55 unidades.

As despesas com pessoal, acrescidas da PLR cresceram 4,8% em doze meses, atingindo R$ 527,7 milhões, enquanto as receitas de prestação de serviços e de tarifas bancárias cresceram 2,0% e totalizaram R$ 490,7 milhões. Assim, a cobertura das despesas de pessoal pelas receitas de prestação de serviços e tarifas (receitas secundárias do banco) foi de 92,99%, no período.

Segundo os destaques das demonstrações financeiras do Dieese, os ativos totais cresceram 8,5% em doze meses, totalizando cerca de R$ 77,9 bilhões, permanecendo estável no trimestre. O patrimônio líquido cresceu em 3,5% em relação a março de 2018, chegando a, aproximadamente, R$ 7,4 bilhões. A carteira de crédito ampliada do banco apresentou crescimento de 7,7% em doze meses, totalizando a R$ 34,8 bilhões.

Fonte: Contraf-CUT