Sindicato está em reforma

Sindicato está em reforma

A diretoria do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região comunica que durante os meses de janeiro e fevereiro estará realizando reformas no primeiro andar da sede social da entidade, localizada na Rua Borges de Medeiros, 676, na área central de Caxias do Sul. O atendimento ao público e recepção está sendo realizado no terceiro andar do prédio. A previsão inicial é de que até metade de fevereiro a área administrativa e atendimento voltem a ser realizados no primeiro andar.

A reforma, explica o coordenador da secretaria de Organização e Política Sindical do sindicato, Nelso Bebber, tem o objetivo de otimizar o uso do espaço e dar mais segurança, luminosidade, praticidade e modernidade ao local.

“A área administrativa do sindicato não sofreu nenhuma grande alteração desde a inauguração do prédio, em 1982. Com o passar dos anos, o layout ficou um pouco defasado e a própria praticidade e funcionalidade do espaço foi se perdendo. Hoje, em função das novas demandas da categoria, se fazia necessário melhorar a sua estrutura. A partir da conclusão teremos mais espaço para reuniões e atendimentos. Também teremos mais integração e funcionalidade, que hoje são duas demandas muito importantes para uma administração mais dinâmica e colaborativa”, explica o sindicalista.

A projeto e execução da obra é de responsabilidade da arquiteta Renata Armiliato. Ela destaca que além do novo layout, havia sério risco de segurança, especialmente na parte elétrica. “Toda a estrutura datava da época da construção do prédio. Em 36 anos muitas novas necessidades foram sendo criadas, como a informatização e telefonia. Também havia infiltração nos banheiros, observa a arquiteta.

Salão de festas

Além da administração, também serão reformadas a cozinha e o salão de festas. Este último, aliás, terá muitas alterações, ganhando bancada ao lado da churrasqueira e novos pontos de luz. Os banheiros também terão reformas profundas. “O salão de festas é um lugar usado basicamente pelos associados, que merecem ter um local mais acolhedor, bonito e moderno”, lembra Nelso Bebber.

Dentista

Desde o início de janeiro o sindicato não realiza mais atendimento odontológico  na sede do sindicato. Os atendimentos agora estão sendo realizados diretamente no consultório do dentista Samuel Stringhini Rossi, localizado à Rua Sinimbú, 2222, sala 42.

O agendamento deve ser feito pelo telefone (54) 3223.2166, ou diretamente na sede do Sindicato. O valor por atendimento ou consulta é de R$ 15,00.

A estrutura (equipamentos e mobiliário) foi doada para o Projeto Mão Amiga.

Fotos: Eduardo Zuchinali

Banco do Brasil lidera lista de reclamações no último trimestre de 2018

O Banco do Brasil (BB) liderou o ranking de reclamações contra instituições financeiras no quarto trimestre de 2018, segundo informou nesta terça-feira (15) o Banco Central (BC). A lista, divulgada regularmente pelo órgão, se refere aos bancos que têm mais de quatro milhões de clientes em sua base. Em segundo e terceiros lugares, apareceram o Santander e o Bradesco, respectivamente.

No período apurado, o Banco Central (BC) recebeu 1.585 queixas consideradas procedentes contra o BB, sendo a maioria delas relacionadas à “oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada”, com 304 registros, seguida por “prestação de serviço de forma irregular em conta-salário”, com 144 ocorrências.

O ranking de reclamações é formado a partir das demandas do público registradas nos canais de atendimento do Banco Central, como internet, aplicativo, correspondência, presencialmente ou por telefone. São consideradas como reclamações procedentes as ocorrências registradas no período de referência em que se verificou indício de descumprimento por parte da instituição financeira.

Participam do ranking, além dos bancos comerciais, os bancos múltiplos, os cooperativos, bancos de investimento, filiais de bancos comerciais estrangeiros, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento e administradoras de consórcio. As listas se dividem entre aquelas instituições financeiras com mais ou menos de 4 milhões de clientes.

Para fazer o ranking, as reclamações procedentes são divididas pelo número de clientes da instituição financeira que originou a demanda e multiplicadas por 1 milhão. Assim, é gerado um índice, que representa o número de reclamações da instituição financeira para cada grupo de 1 milhão de clientes. O resultado é, portanto, avaliado pela quantidade de clientes de cada instituição financeira, combinada como número de reclamações.

Primeiros da lista

Com esse cálculo, o Banco do Brasil liderou a lista com índice 24,98 reclamações para cada 1 milhão de clientes. Ao todo, a instituição tem 63,4 milhões de clientes. Em segundo lugar no ranking do quarto trimestre de 2018, aparece o conglomerado Santander, com índice 24,04 e um total de 1.033 reclamações registradas. O Santander soma 42,9 milhões de clientes. O conglomerado Bradesco vem em seguida, com índice 23,52 e um total de 2.262 reclamações, considerando um total de 96,1 milhões de clientes.

O Banrisul, que tem pouco mais de 4,7 milhões de clientes, obteve índice de 19,30 com 91 reclamações. Já a Caixa Econômica Federal, com base de 90,9 milhões de clientes, registrou índice de 18,92, com 1.721 reclamações registradas.

Do total de 11.092 reclamações, a principal está relacionada à oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada (2.045), seguida de irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços relacionados a cartões de crédito, com 1.202 casos.

Também houve reclamações relacionadas a restrições à realização de portabilidade de operações de crédito consignado, débito em conta de depósito não autorizado pelo cliente, prestação de serviço de forma irregular em conta-salário e cobrança irregular de tarifa por serviços não contratados. No total, 84 tipos de reclamações foram registradas.

Recomendações

A insatisfação com serviços e produtos oferecidos por instituições financeiras pode ser registrada no BC e as reclamações ajudam na fiscalização e regulação do Sistema Financeiro Nacional. Quando a reclamação chega à autarquia, é encaminhada para a instituição financeira que tem prazo de 10 dias úteis (descontados sábados, domingos e feriados) para dar uma resposta, com cópia para o BC.

Entretanto, o BC recomenda que a reclamação seja registrada, primeiramente, nos locais onde o atendimento foi prestado ou no serviço de atendimento ao consumidor (SAC) da instituição financeira. Se o problema não for resolvido, o cliente pode ainda recorrer à ouvidoria da instituição financeira, que terá prazo de até 10 dias úteis para apresentar resposta. Os clientes bancários também podem buscar atendimento no Procon e recorrer à Justiça.

Fonte: Contraf-CUT

Juízes desmentem Bolsonaro e defendem Justiça do Trabalho

A Associação Juízes para a Democracia (AJD) divulgou hoje (15) nota técnica para rebater o discurso de ataque do presidente, Jair Bolsonaro (PSL), contra a Justiça do Trabalho. A nota da entidade aponta a importância da área para o país, além de rebater argumentos considerados falaciosos e até mentiras que já foram ditas pelo presidente ou por sua base.

O documento é dividido em duas partes: “A verdade sobre as afirmações veiculadas” e “Importância dos direitos do trabalho e da Justiça do Trabalho”.

“Preconiza-se a extinção de uma instituição pública que nunca se corrompeu, que não cedeu aos comandos do poder econômico e que preserva sua integridade administrativa baseada no estrito respeito da legalidade e da defesa da ordem constitucional e da democracia”, diz a nota da AJD.

Os juízes argumentam ainda que o ataque aos direitos de empregados, como resultado da “reforma” trabalhista, já não surtiu o efeito anunciado pelo então governo de Michel Temer (MDB). Mais retrocessos na área seriam ainda mais destruidores de direitos conquistados por lutas históricas dos trabalhadores. “A redução de direitos trabalhistas e o impedimento do acesso dos trabalhadores à Justiça do Trabalho não beneficiou a economia, não diminuiu o desemprego, ampliou a informalidade, majorou o sofrimento no trabalho e o número de acidentes, provocando maior custo social.”

Diferentes fontes são citadas pela AJD para sentenciar que o argumento dos que querem o fim da Justiça do Trabalho são imprecisos. “Falar que os direitos trabalhistas continuarão sendo aplicados em outro ramo do Judiciário é uma indisfarçável mentira, pois se todo esse esforço está baseado, exatamente, na postura dos juízes do Trabalho de não abrirem mão de sua independência e do seu poder de dizerem o direito conforme os parâmetros constitucionais, é evidente que se pretende que os juízes na esfera cível ou federal ajam de modo inverso”, afirma o documento.

Falácias

Entre os pontos defendidos pela equipe de Bolsonaro e rebatidos pela AJD, está a afirmação de que o Brasil seria o país com mais processos trabalhistas do mundo. “A afirmação, que provavelmente decorre de uma fala do ministro do Supremo Luís Roberto Barroso, e que foi repetida pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB), quando afirmou que o Brasil teria 98% das reclamações de todo o mundo, não é verdadeira (…) O Brasil apresenta uma relação de 0,012 processos trabalhistas por habitante (…) na Espanha, país no qual já foram realizadas reformas trabalhistas para a retirada de direitos, há uma relação de 0,036 processos por habitante.”

Outro argumento seria o alto custo da Justiça do Trabalho para os cofres públicos. “A afirmação não é real”, afirma o dossiê. “Custa cerca de R$ 88 por ano por habitante, menos da metade do que custa a Justiça comum, cuja extinção ninguém está propondo. O valor é significativamente baixo, sobretudo se considerarmos os direitos que são por meio dela garantidos e o fato da Justiça do Trabalho ter arrecadado para os cofres públicos mais de três milhões de reais em 2017. Foram pagos aos reclamantes, no mesmo ano, R$ 27.082.593.692,57”, completa a entidade.

Fonte: Rede Brasil Atual

Teto do INSS sobe de R$ 5.645,80 para R$ 5.839,45, em 2019

Teto do INSS sobe de R$ 5.645,80 para R$ 5.839,45, em 2019

Aposentados e pensionistas do Regime Geral, a cargo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tiveram reajuste de 3,43% nos benefícios acima do salário mínimo. O porcentual é do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) divulgado, na última sexta-feira (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o teto dos benefícios previdenciários deve ficar em R$ 5.839,45, R$ 193,70 a mais do que o atual, de R$ 5.645,80.

EM 2018 (R$)       EM 2019 (R$)
1.000                     1.034,30
1.500                     1.551,45
2.000                     2.068,60
2.500                     2.503,43
3.000                     3.003,43
3.500                     3.620,05
4.000                     4.137,20
4.500                     4.503,43
5.000                     5.175,50
5.645,80                5.839,45
______________________
Fonte: IBGE

A portaria que oficializa o reajuste dos benefícios para 2019 ainda precisa ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) pelo governo federal para começar a valer. Porém, é possível estimar de quanto será o benefício na folha salarial de janeiro, o aposentado que recebe mais que o mínimo pode aplicar o índice de inflação em seu salário, multiplicando o valor por 3,43% ou (1.0343).

Por exemplo, segurado que recebeu aposentadoria de R$ 2 mil, em 2018, passará a ganhar R$ 2.068,60 neste ano (2.000 x 1.0343). Lembrando que o benefício de janeiro vai ser depositado entre os dias 1º e 7 de fevereiro. A ordem dos depósitos segue o número final do cartão de benefício, sem o dígito.

A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho afirmou que a portaria que oficializa os reajustes dos benefícios do INSS deve ser publicada nesta semana.

Por utilizar a inflação, o reajuste nas aposentadorias, pensões e auxílios do INSS costuma ser menor que o do salário mínimo. O piso nacional foi reajustado em 4,61% pelo presidente Jair Bolsonaro, passando de R$ 954 para R$ 998 reais em 1º de janeiro.

A fórmula do mínimo é diferente, pois considera projeção da inflação mais o produto interno bruto (PIB) dos anos anteriores.

Fonte: Diap

PEC 300: A nova ameaça aos direitos trabalhistas

No último dia 9, o deputado federal Luiz Fernando Faria (PP-MG) emitiu parecer favorável à admissibilidade, por parte da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300/2016. De autoria do deputado Mauro Lopes (MDB-MG), o texto altera o artigo 7º, retirando mais direitos dos trabalhadores, além daqueles já modificados/extintos pela “reforma” trabalhista.

Entre as alterações propostas estão a ampliação da jornada diária de trabalho para dez horas, respeitando-se o limite já estabelecido de 44 horas semanais, sendo “facultada a compensação de horários e a alteração da jornada, mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho”.

A proposta também prevê o reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho prevalecendo sobre as disposições previstas em lei. Ou seja, consolida-se constitucionalmente o que já foi disposto na “reforma” trabalhista aprovada em novembro de 2017, com o negociado se sobrepondo ao legislado.

A PEC 300 também pretende dificultar ainda mais o acesso do empregado à Justiça do Trabalho. De acordo com o texto, o prazo prescricional para se ingressar com uma ação, que hoje é de dois anos para os trabalhadores urbanos e rurais após a extinção do contrato de trabalho, passaria para apenas três meses.

O trabalhador também seria obrigado a, antes de impetrar uma ação, ter obrigatoriamente que passar por uma comissão de conciliação prévia. Em agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal já havia decidido que demandas trabalhistas podem ser submetidas à apreciação o Poder Judiciário sem análise de comissão de conciliação prévia. A discussão era relativa à interpretação do artigo 625-D da CLT.

A tramitação da PEC 300 havia sido paralisada por conta da intervenção federal que vigorava no Rio de Janeiro, o que impedia a análise de propostas que modificassem a Constituição. Ainda não há data para apreciação do parecer na Comissão de Constituição e Justiça.

Fonte: CUT

Mais de dois terços dos municípios gaúchos tiveram agências bancárias atacadas em dez anos

Um levantamento realizado pelo SindBancários de Porto Alegre traz dados preocupantes no que diz respeito à segurança bancária. Dos 497 municípios do Rio Grande do Sul, 337 tiveram alguma agência bancária como alvo de criminosos nos últimos dez anos. O número é equivalente a 67,8% do total ou pouco mais de dois terços das cidades gaúchas.

Entre os lugares com mais ocorrências, estão alguns pequenos municípios como Barão. A pequena cidade na Serra, com 6 mil habitantes, sofreu ataques bancários em sete diferentes anos desde 2009. Em seguida vem Tapes, com 16 mil habitantes, que sofreu com assaltos e arrombamentos em seis diferentes anos.

Mais violência

“Nesses dez anos de análise, o que nos chamou a atenção não foram somente os números, mas a crescente violência com que os criminosos têm agido. Começaram com as explosões de caixas eletrônicos. Agora, formam cordões humanos com o uso de reféns, e os tiroteios estão cada vez mais comuns. É evidente que as políticas de segurança pública falharam, principalmente no que diz respeito aos bancos”, analisa o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.

No período observado pelo levantamento, 2015 foi o ano com mais municípios atacados – 103 localidades diferentes. Já 2018 está em quarto lugar, com 80 cidades distintas com ocorrência de assaltos ou arrombamentos de postos e agências bancárias. O governo passado foi o de implantação de uma política de cortes de recursos para a segurança. Teve parcelamentos de salários de policiais militares e viaturas sem combustíveis.

Segurança teve redução de investimentos

A penúria era tanta que as famílias de policiais militares fizeram dois aquartelamentos, com redução do policiamento ostensivo em abril e agosto. A violência contra bancários que trabalham em agências explodiu neste período. O SindBancários, por meio de sua assessoria jurídica, conseguiu duas liminares para impedir os bancos de funcionarem nos dias de aquartelamento em todo o Estado.

“Os números refletem o que foi o primeiro ano do governo Sartori, com o início da política de parcelamento de salários, de diminuição de investimentos em segurança, educação e saúde e retirada de direitos. Mais uma vez, quem sofreu com os cortes nos serviços públicos foi a população e, principalmente, os bancários”, observa Gimenis.

Da Capital para o Interior

O levantamento deixa evidente uma tendência na ação dos assaltantes, que a partir de 2012 começaram a intensificar os ataques no Interior. Se em 2009 foram registradas ocorrências em 52 municípios diferentes, esse número passou para 77 em 2012 e alcançou 91 cidades em 2013 – um salto de quase 100%.

“Os assaltantes passaram a ter como alvo preferencial as cidades menores, que muitas vezes não possuem efetivo policial. Na contramão desses ataques, o governo do Estado não reforçou o contingente no Interior, deixando muitos lugares abandonados à própria sorte”, critica o dirigente sindical.

Clique aqui e veja a estatística completa do SindBancários feita desde 2006

Fonte: Imprensa/SindBancários Porto Alegre

Reforma da Previdência não protege o trabalhador, diz Andras Uthoff

A proposta de reforma da Previdência está prevista para ser entregue ao Congresso Nacional em fevereiro e, além de alterar as regras de idade mínima para a aposentadoria, também deve incluir a substituição do regime atual por um modelo de capitalização, que tem como referência o sistema utilizado no Chile, na qual cada trabalhador fará a sua própria poupança, de forma individual.

De acordo com Andras Uthoff, Economista e Ex-Conselheiro Regional da Organização Internacional do Trabalho, que participou da Comissão sobre Reforma do Sistema de Pensões e da Comissão sobre Reforma do Sistema de Seguro de Saúde do Chile, o sistema previdenciário deve proteger o trabalhador de três riscos fundamentais: o demográfico, risco financeiro e o desemprego, o que não acontecerá caso a reforma da Previdência seja aprovada. “Todos estes riscos, no sistema capitalista, quem assume é o trabalhador, não é o sistema. Se você não tem emprego, não pode guardar dinheiro, e por causa disso, no sistema de contribuição individual, você não teria uma aposentadoria”, explicou.

Uma das justificativas da reforma da Previdência é o aumento da expectativa de vida dos trabalhadores, e, por isso, a proposta altera a idade mínima de aposentadoria. “Se a expectativa de vida aumentar até você chegar, na época da aposentadoria, quem assume isso é você e cai a sua renda vitalícia. Ou seja, todos os riscos de um sistema são assumidos, no sistema capitalista, de modo individual pelo trabalhador. O sistema não o protege”, completou Andras Uthoff.

Assista à entrevista.

Fonte: Contraf-CUT

Funcionários do BB estão indignados com nomeação de filho de Mourão

O governo que se elegeu com a promessa de ser antissistema emplacou mais uma ação típica do problemático sistema política brasileiro: o nepotismo. Antônio Mourão foi nomeado assessor especial da presidência do Banco do Brasil. Filho do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, ele é funcionário do BB há 18 anos e ocupava um cargo de assessor empresarial cujos salários giram em torno de R$ 12 mil a R$ 14 mil, de acordo com a jornada de seis ou oito horas, respectivamente.

Promovido a executivo no banco, o filho de Mourão passou a receber R$ 36 mil. O general participou da posse do novo presidente da instituição, Rubem Novaes, na terça-feira (8). No mesmo dia começaram a circular os rumores da nomeação do filho.

Os funcionários do BB estão indignados e manifestam seu descontentamento na rede interna de comunicação da empresa.

“A indignação nem é tanto pelo salário, que triplicou, mas pelo fato de o filho do Mourão não ser bom o suficiente para o cargo”, afirmou em off um bancário à RBA. “Tinha gente muito mais qualificada.”

Além das queixas, piadas com a situação são recorrentes. Uma delas diz que a Cassi (plano de assistência à saúde dos empregados do BB) está suspendendo exames de DNA pelos próximos anos com a preocupação de que apareçam muitos outros filhos do Mourão.

Em outra, os bancários comentam que no TAO (sistema do BB por meio do qual os bancários declaram suas habilidades como proficiência em línguas, MBA etc) agora vai poder constar o item “filho do Mourão” como “nova habilidade” dentre os critérios para buscar uma promoção.

A esposa de Antônio também trabalha no banco como caixa e os bancários acompanham atentamente o futuro da colega para verificar se também será promovida em função do parentesco com o vice de Jair Bolsonaro.

Wagner Nascimento, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), explica que os processos seletivos no banco são bastante complexos. “Isso é uma conquista dos trabalhadores, do movimento sindical, que sempre defendeu critérios muito claros, justamente para evitar nepotismos ou outros tipos de favorecimentos.”

De acordo com o dirigente, que é coordenador da comissão de funcionários responsável pelas negociações com o banco, a indignação dos bancários está relacionada principalmente ao salto muito grande entre as funções. “A informação é de que ele sequer concorria, dentro do processo seletivo, para um cargo desses, justamente por não ter pontuação, não ser público-alvo diante do cargo tão inferior que tinha até agora.”

Antônio Mourão está no BB desde janeiro de 2001. Apesar de seu pai dizer que era perseguido em outros governos, foi promovido oito vezes durante a carreira e nos últimos 11 anos fez parte da diretoria de Agronegócios, área na qual deve acompanhar o presidente Rubem Novaes. Antonio é formado em Administração de Empresas e possui pós-graduações em Agronegócios e em Desenvolvimento Sustentável.

Código de ética

O código de ética do Banco do Brasil é mencionado pelos trabalhadores como um impedimento para a promoção. O item 4.2, por exemplo, que trata do conflito de interesses, informa em um dos trechos: Declarar-se impedido de conduzir assuntos ou negócios com agente público com poder decisório no âmbito dos órgãos e entidades do governo, com o qual tenha relação de parentesco, em linha reta ou colateral, por consanguinidade ou afinidade, até 3º grau. E continua: São considerados parentes: Consanguíneos – pai, mãe, filho(a), avô(ó), neto(a), bisavô(ó), bisneto(a), irmão(ã), tio(a) e sobrinho(a). Afinidade – sogro(a), genro, nora, madrasta, padrasto, enteado(a), cunhado(a); do cônjuge.

Wagner esclarece que, no entanto, a promoção trata de uma livre nomeação que é prerrogativa do cargo de presidente da instituição. “Não estão burlando nada, mas claro que os bancários, que sabem como é preciso preencher uma série enorme de requisitos para avançar no plano de carreira do BB, não estão nada satisfeitos com a situação, que tem outros componentes tão ou mais graves”, afirma, mencionando superintendentes nomeados para vice-presidências do banco sem sequer terem passado antes pelo cargo de diretor.

“No caso do superintendente da regional Bahia, ele agora será vice-presidente da Diretoria de Varejo, e chefe do seu antigo chefe. Fica a questão: estará preparado para o cargo sem ter passado pelo trâmite normal da carreira do banco?”

O dirigente da Contraf-CUT relata, ainda, que a vice-presidência de Pessoas do banco está sem comando. Foi extinta no governo anterior, voltou a funcionar no fim do ano, mas sem um diretor de Pessoas, que é o responsável pelo relacionamento com os funcionários. “Estão todos apreensivos e ansiosos”, conta Wagner.

Fonte: Rede Brasil Atual

Filho de General Mourão é promovido no BB e passa a ganhar R$ 35 mil

O filho do vice-presidente da República, General Hamilton Mourão (PRTB), ganhou um ‘presente’ do pai logo no começo de sua gestão. Antônio Hamilton Rossel Mourão, funcionário de carreira do Banco do Brasil, foi promovido de assessor empresarial da Diretoria de Agronegócio para Assessor Especial do presidente, saltando assim três níveis hierárquicos de uma vez.

Com a promoção, Antônio Hamilton passará de um salário de cerca de R$14 mil para R$35 mil, além de passar a integrar o Programa de Alternativas para Executivos em Transição (PAET), que garante bônus na saída do cargo para quem ocupou função no banco por dois anos, um valor que pode chegar a R$ 2 milhões.

A indicação contraria a política de promoções do banco e o discurso do presidente Jair Bolsonaro (PSL), de que combateria o aparelhamento de estatais e de empresas públicas.

“O BB possui métodos para promoção que vinha implantando há alguns anos, um processo que previa uma bolsa-executivo, além de critérios para promoção. Mesmo em cargos de indicação politica, como é o caso do filho do vice-presidente, cabe ainda um critério objetivo e claro do que simplesmente ser filho”, ponderou o dirigente executivo do Sindicato dos Bancários de São Paulo e funcionário do BB, João Fukunaga,

“Este grupo político sempre foi ágil em criticar o ‘aparelhamento do Estado´, mas sobre nepotismo fazem um silêncio obsequioso. Os representantes da ética e da moral não conseguem explicar este tipo de medida, então se calam”, finaliza o dirigente.

Mourão responde

Para o vice-presidente, a nomeação foi “normal” e ocorreu por méritos de seu filho, funcionário de carreira do BB desde 2000.

“Sem comentários. Possui mérito e foi duramente perseguido anteriormente justamente por ser meu filho”, disse o General Mourão.

Fonte: Spbancários

Rubem Novaes toma posse no comando do Banco do Brasil

O economista Rubem Novaes tomou posse no comando do Banco do Brasil na manhã desta segunda feira 7. Novaes foi colega de Paulo Guedes, ministro da Economia, na Universidade de Chicago, centro propagador do neoliberalismo.

Na mesma cerimônia, realizada na presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, também foram empossados Joaquim Levy, que comandará o BNDES; e Pedro Guimarães, que presidirá a Caixa Econômica Federal.

Rubem de Freitas Novaes foi diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O economista, que foi denunciado em 1999 por repassar informações ao mercado financeiro no caso Marka, já fazia parte da equipe de consultores da campanha de Bolsonaro, sendo responsável pelo programa de privatização. Ele foi absolvido da acusação envolvendo o Marka.

Privatização e encolhimento

Novaes já deu declaração reforçando sua intenção de privatizar ativos do banco.

“Causa preocupação a intenção de privatizar ativos do Banco do Brasil, partida de uma pessoa com visão neoliberal e sem ligações com a empresa”, alerta João Fukunaga, secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e funcionário do Banco do Brasil.

Desde 2003 só foram nomeados funcionários de carreira para a presidência da instituição. “Mas o atual presidente da República nomeou um quadro neoliberal e sem ligação com o banco, o que remete aos tempos do governo Fernando Henrique Cardoso, quando se intensificaram os ataques ao funcionalismo”, lembra Fukunaga.

Durante o governo FHC (1995-2002), a atuação pública do banco e a quantidade de funcionários encolheram. O número de bancários caiu de 120 mil para 78 mil. “Só nos governos Lula e Dilma o número de funcionários aumentou novamente para 120 mil funcionários, e o banco ganhou capilaridade para atuar em todas as regiões como banco de varejo e responsável pela economia”, enfatiza Fukunaga.

O dirigente ressalta que a visão neoliberal novamente tomou conta do banco a partir de 2016, quando o governo Temer assumiu. O banco público cortou 10 mil vagas, por meio de dois planos de demissão voluntária – Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI), em 2016, e Programa Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (PEAI), em 2017; e encerrou as atividades de 670 unidades bancárias.

“É esse o sintoma que o neoliberalismo causa no BB. Na época do FHC, os funcionários também foram ameaçados a aderir a planos de demissão e de aposentadoria. O que pode estar por trás dessa nomeação é um desmonte do poder de banco público do Banco do Brasil por meio da intervenção na economia e atuação de concorrência ao mercado privado”, alerta Fukunaga.

Fundamental para a sociedade

Em um exemplo nítido da importância dos bancos públicos e da ação do Estado na Economia, o Banco do Brasil é responsável por financiar a agricultura familiar por meio do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que responde por 70% da produção de alimento consumido pelos brasileiros, a juros que variam entre 2,5% e 5,5% ao ano.

Sem essa taxa mais baixa, os agricultores teriam de tomar empréstimos nos bancos privados, que cobram até 70% de juros ao ano, o que, invariavelmente, iria encarecer o custo dos alimentos consumidos pelos brasileiros.

Mas Novaes já demonstrou seu desprezo pela atuação da atuação do Estado na Economia. Após a cerimônia de posse, o novo presidente do BB afirmou que a orientação de governo é reduzir o subsídio no crédito rural.

“Você tem a posição hoje do BC e da Fazenda, de que deve dar menos apoio, menos subsídio ao juro, e dar mais apoio ao seguro agrícola. É uma tendência nova que talvez venha de cima para baixo no banco, como orientação de governo”, declarou Novaes, segundo a Folha de S. Paulo.

Em artigo de 2015, publicado no jornal Estado de S. Paulo e no site do Instituto Millenium, o economista escreveu que “poucos se dão conta de que a intervenção estatal pode estar criando mais problemas que os que pretende resolver”.

“Esperamos que, à frente do Banco do Brasil, Novaes respeite a função pública e social da instituição e os direitos dos seus 97.232 funcionários. O movimento sindical seguirá resistindo contra o sucateamento dos bancos públicos caracterizado pela privatização de ativos, fechamento de agências e planos de demissão. Mas é fundamental que os trabalhadores também se mobilizem, participando dos atos e dialogando com amigos, vizinhos e familiares sobre a importância dos bancos públicos”, afirma Fukunaga.

Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo